
As luzes dançam nas águas profundas do rio.
E nós… nós somos “todo corpo”. Somos suor e lágrimas de arrepios. Saudade do próprio instante. Representamos o querer e declamamo-lo desenfreadamente.
Pintamos perfume de paixão, e somos canção de amor que agasalha os inocentes. Canção de fervor.
E as palavras libertam-se para retratar as agitações: o frenesi, o abalo.
Uma viagem à beleza do inconsciente.
E nós… nós somos “todo corpo”. Somos suor e lágrimas de arrepios. Saudade do próprio instante. Representamos o querer e declamamo-lo desenfreadamente.
Pintamos perfume de paixão, e somos canção de amor que agasalha os inocentes. Canção de fervor.
E as palavras libertam-se para retratar as agitações: o frenesi, o abalo.
Uma viagem à beleza do inconsciente.
(E tu és bárbaro porque me ignoras e voltas.)
Decoramos cada feição do instante e todo o constante é tão fugaz!
Calor das mãos com que travas jornadas pelo meu corpo fora. E eu solto mais suor e lágrimas de arrepios.
A única constância dos nossos passeios, dançados pela calçada da noite, é a loucura: o irracional e o excessivo.
Por isso todos os momentos são o infinito efémero. Porque saboreamos a cor de cada pedaço de tempo e decoramos cada face um do outro.
E no fim do encontro travamos guerras contra as vontades. Porque quando o encontro acaba, a cidade à volta ruína. Mas nós preferimos assim. Beber do silêncio, alcançar a máxima amargura: o desejar rasgar a pele, que sente suave afogo que já não toma.
Preferimos a distância do perfume do corpo um do outro. Fingir uma fúria de cansaço. Para que o fogo não se extinga nunca. Para que tudo seja sempre tão deslumbrante como no primeiro encontro. Para que a magia do primeiro olhar perdure sempre e sempre aspire labaredas azuis.
E eu não consisto em nada mais que tudo isto. Consisto em ti. Consisto na empatia e na intimidade. Consisto no sentimento que somos.
O dia madruga.
Quarto minguante, nosso berço, já não está.
Fumo um cigarro pensativo e sopro nuvens de ânsia e desafogo.
Decoramos cada feição do instante e todo o constante é tão fugaz!
Calor das mãos com que travas jornadas pelo meu corpo fora. E eu solto mais suor e lágrimas de arrepios.
A única constância dos nossos passeios, dançados pela calçada da noite, é a loucura: o irracional e o excessivo.
Por isso todos os momentos são o infinito efémero. Porque saboreamos a cor de cada pedaço de tempo e decoramos cada face um do outro.
E no fim do encontro travamos guerras contra as vontades. Porque quando o encontro acaba, a cidade à volta ruína. Mas nós preferimos assim. Beber do silêncio, alcançar a máxima amargura: o desejar rasgar a pele, que sente suave afogo que já não toma.
Preferimos a distância do perfume do corpo um do outro. Fingir uma fúria de cansaço. Para que o fogo não se extinga nunca. Para que tudo seja sempre tão deslumbrante como no primeiro encontro. Para que a magia do primeiro olhar perdure sempre e sempre aspire labaredas azuis.
E eu não consisto em nada mais que tudo isto. Consisto em ti. Consisto na empatia e na intimidade. Consisto no sentimento que somos.
O dia madruga.
Quarto minguante, nosso berço, já não está.
Fumo um cigarro pensativo e sopro nuvens de ânsia e desafogo.
Ficam os sinais: os vestígios que marcam o sentido de noite, e os da tua pele.

3 comentários:
"(E tu és bárbaro porque me ignoras e voltas.)"
verdades aparentes mascaradas...
Uau k dom!!!!!!!!!
inda so li este mas...
estou surpreso com a tua habilidade de moldares sentimentos e acções nas palavras...
adorei Ana!
Parabéns... Se tdos tiverem a este nivel, na minha opinião caminhas para ser uma escritora brilhante...!
Genial !!!
«As luzes dançam nas águas profundas do rio. E nós… nós somos “todo corpo”...
Preferimos a distância do perfume do corpo um do outro. Fingir uma fúria de cansaço. Para que o fogo não se extinga nunca. Para que tudo seja sempre tão deslumbrante como no primeiro encontro...
E eu não consisto em nada mais que tudo isto. Consisto em ti.»
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