terça-feira, 17 de abril de 2007

"Cidade dos balões"


Na azulada noite saturnal,
O Luar aceso de luz e alma
Alumia o trapo da tenda de circo.
(tenda essa)
Da cor vermelha do sangue
Quando cai no pano branco.

Luar aceso,
E Magia da mágica seduz!
Os senhores manipuladores
Para a porta das traseiras,
E os inocentes para a porta principal.

Os senhores
Bebem sujo:
De maquilhagem e de bolas vermelhas,
E cospem mágica que traz Magia,
E cospem vaidade
Ao pintar o sorriso no rosto dos inocentes.

Tornam-nos numa sociedade
De palhaços de preto e branco,
Onde a regra presidencial é a mímica!
E o sorriso,
Esse gesto contagiante,
É pregado obscenamente.

A cega inocência deslumbra-se
nessa felicidade artificial,
Elogia,
Intitula,
Teoriza.
Que sabe bem e faz sorrir,
que se chama realmente felicidade,
que é um impulso electrico
que atravessa celulas corporais.


Digo:
Para lhe esticar os lábios,
Deformar o rosto,
Mostrar as facas.

E eu escapo dessa loucura
Pendurado num balão vermelho,
Que me ergue e guia para outras cidades,
Cidades pintadas a carvão…
Cidades,
Sem a tinta de aguarela da emoção…

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