- como se fossem reflexos de recortes de um abajour celeste, de papel amarelo e branco, de um candeeiro aceso no céu.
Uma lâmpada quente
gigante beija-me a boca
- AH!
- AH!
E no céu maximamente crescendo,
todas as estrelas mingam - pontinhos encolhidos como borbotos tímidos. Sem valor e sem-abrigo. Tais olhos apagados. Pratas roubadas. Orvalhos ludibriados latentes.
todas as estrelas mingam - pontinhos encolhidos como borbotos tímidos. Sem valor e sem-abrigo. Tais olhos apagados. Pratas roubadas. Orvalhos ludibriados latentes.
É a maior guerra das
estrelas!, os cães do céu vão comer-me viva! Tais lobisomens da sedução.
Oh... Então o vale encantado é um
destino válido: as instruções
tatuadas nas folhas-de-estrela são mais que
promessas reais. São paraísos
palpáveis. São ilhas plantadas
em cada impressão digital da tua mão aborígene.
Sou astronauta enquanto o céu for
impossível. Sou canibal enquanto o amor for
invisível.
E até lá, até lá sou absurda. Um transeunte num iglô aguardando o Verão. Fixo inerte o pó-de-estrela inválido que bronzeia as mãos pobres.
O chão estala-me debaixo do pés. Há foguetões no ventre da terra. E a direcção é o vácuo no meu coração. Um buraco negro no cosmos. Consome-me. Consome-me. Some-me.
ELAH...! - silêncio, por favor.
E até lá, até lá sou absurda. Um transeunte num iglô aguardando o Verão. Fixo inerte o pó-de-estrela inválido que bronzeia as mãos pobres.
O chão estala-me debaixo do pés. Há foguetões no ventre da terra. E a direcção é o vácuo no meu coração. Um buraco negro no cosmos. Consome-me. Consome-me. Some-me.
ELAH...! - silêncio, por favor.


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